14 de nov. de 2011

Ocupação da Rocinha: depois de décadas de abandono, vem a invasão

Ocorreu mais uma ocupação de favela no Rio de Janeiro para a instalação de uma nova UPP - Unidade de Polícia Pacificadora. Tal operação, denominada Choque de Paz, que ocupou as favelas da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu na madrugada deste domingo, terminou com resultados modestos em prisões e apreensões. Especialmente sendo uma área que por décadas foi o centro do tráfico e do crime organizado.

Registre-se que a Rocinha, situada na Zona Sul do Rio, entre os bairros da Gávea e São Conrado, considerada a maior favela da América Latina, é o principal centro de refino da pasta básica de coca no Rio, na produção da cocaína, além de importante centro de comércio do ecstasy, uma droga sintética muito consumida nas chamadas festas ‘rave’. Já se perdeu a conta, inclusive, dos laboratórios de refino de cocaína encontrados pela polícia naquela localidade nos últimos anos.

A realidade é que, com a pacificação da Rocinha, o progressivo caminho da pacificação e da possibilidade do resgate da cidadania e definitiva inclusão social de moradores de outras comunidades, ainda oprimidos pelo terror das armas de guerra, torna-se mais viável, desde que obviamente se transforme, no futuro, numa autêntica política de estado, não mais de governos. É muito otimismo porém imaginar, num primeiro momento, que o traficante Nem, mesmo que transferido com seus principais asseclas, para penitenciária de segurança máxima fora do Estado, deixe repentinamente, ainda que a distância, de exercer forte influência naquela comunidade, que dominou até então. Foram longos anos de terror e opressão imposto aos habitantes do local que pelo medo devem continuar lhe pagando “pedágios” pelos bens e serviços ali existentes.
 
Obviamente que não se deve também  imaginar, no início de um processo de tamanha transformação no comando do controle de suas vidas cotidianas, que moradores do local se livrem rapidamente do medo de represálias do tráfico. As sequelas e o pavor ficam como consequentes traumas. Nem continuará pois, através de bandidos que restaram de sua hoje despedaçada fração de 'soldados do tráfico', tentando fazer uso de sua influência no local. Só o tempo dará àquela comunidade e a outras já pacificadas no Rio a crença definitiva no poder legal do Estado. Um tempo de adaptação que não será curto, com toda certeza.

A outra importante conclusão, face aos episódios que ora antecederam à ocupação da Rocinha é que a era do “mitos do tráfico” e de maus policiais parece que começa a chegar ao fim. Conclui-se também que não há mais, no Rio de Janeiro, áreas inexpugnáveis, de exclusão à ação das forças de segurança. A sociedade, por sua vez, clama e quer acreditar em uma polícia confiável. A consolidação da UPP na Favela da Rocinha será, portanto, o mais duro golpe até hoje desferido na estrutura econômica do narcotráfico no Rio e uma vitória para a sociedade. A Unidade de Polícia Pacificadora é a estratégia de segurança, um remédio atípico para uma criminalidade atípica como a do Rio, que faltava para possibilitar a invasão social em redutos dominados pelo tráfico.

Para os que consomem a droga e alimentam a violência, financiando indiretamente os fuzis do tráfico, fica a reflexão de que drogas não agregam valores sociais positivos. É um perigoso caminho, muitas vezes sem retorno, que pode levar à destruição humana. A possibilidade futura da almejada paz social no Rio, com a implantação da UPP da Rocinha, torna-se agora consistentemente viável. Não há dúvida.

Estaremos atentos e não vamos tolerar:
- invasão da casa de moradores sem mandado judicial;
- abordagem policial truculenta;
- agressões, espancamentos e execuções sumárias;
- prisões arbitrárias, feitas sem qualquer prova;
- extorsão e roubo feita por grupos de policiais criminosos.


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10 de nov. de 2011

Questões sociais e políticas de lado, revolução pelas drogas na USP

Foram recorrentes os crimes acontecidos no campus da USP neste ano, como acompanhamos nos jornais. Em maio, um estudante de Economia foi morto em um assalto. Isto foi o estopim para a direção da USP assinar um convênio com a PM para que soldados fizessem o papel que vinha sendo desempenhado por 130 agentes de segurança patrimonial, que, em dois turnos, vigiavam dezenas de prédios e vários estacionamentos e garantiam a segurança de 100 mil pessoas que circulam todo dia pelas ruas da sede da USP.
Manisfestação de estudantes da USP contra a PM

Os indíces de criminalidade diminuiram bruscamente com esta ação. Mas em 27/10/2011 policiais militares que patrulhavam as ruas do campus da USP abordaram três alunos que fumavam maconha no prédio da História e da Geografia. Quando tentaram levá-los para ma delegacia para registrar a ocorrência, os policiais da lei foram atacados por uma horda de cerca de 200 estudantes. De tal acontecimento resultaram policiais feridos e seis viaturas apedrejadas.

Há algumas décadas era comum o engajamento de universitários em movimentos sociais e políticos. Em muitos momentos participaram ativamente da construção da nossa História. Fizeram grandes movimentos de resistência na época da ditadura militar e foram essenciais para a redemocratização de nosso país. Organizaram a manisfestação das Diretas Já, esta que culminou com a realização de eleições diretas para presidente. No início da década de 90 fizeram o movimento dos Caras-pintadas que exigia o impeachment do então presidente Collor. Entre outras contribuições históricas e de melhorias para a nossa sociedade.

Atualmente a UNE comporta-se mais como um órgão de apoio a partidos políticos do que como uma instituição de reivindicações de melhorias tantos para os estudantes, como para a sociedade. A posição destes estudantes da USP (não todos, claro) é deporável, especialmente, em meio a tantas turbulências sociais, econômicas e políticas que nosso país enfrenta nos últimos anos. Totalmente injustificável uma "manisfestação" contra a polícia por ela está aprendendo estudantes que estavam usando drogas em um abiente educacional, no Brasil seu consumo ainda é ilícito. Pior ainda a reivindicação de retirada em definitivo da polícia do campus, outrora solicitada na tentativa de reduzir os indíces de criminalidade. E assim ela fez. No mínimo estes estudabtes são mimados e não possuem uma boa formação cidadão, além do mais estão ocupando vagas que deveriam ser preenchidas por alunos realmentes dispostos a estudar e transformar positivamente nossa sociedade. Eles que deveriam ser expulsos da USP e não a polícia. 





Resumo dos acontecimentos:
Fornecido por: r7.com


6 de nov. de 2011

Conceitos, Definição e a Importância da Logística nas Organizações


Tradicionalmente a Logística é a área da gestão responsável pela armazenagem e pelo transporte de mercadorias. Uma definição mais moderna de Logística é a seguinte: É uma área da gestão responsável pelos recursos, equipamentos e informações necessários para a execução de quaisquer atividades em uma organização. A Logística de Distribuição gerencia a entrada, a manutenção, o controle e a saída de produtos.


Brasil e seus modais de transportes.
Nas empresas de maior porte ou com uma gestão mais avançada, é a responsável pelos fluxos das operações desde a produção até a venda/pós-venda de um produto ou de um serviço. Hoje a Logística é um dos maiores custos em uma organização. Então, trabalhar com Logística também vem a ser de certa forma gerenciar custos e tentá-los reduzi-los na expectativa de conquistar um melhor retorno financeiro e um valor mais competitivo para o produto/serviço. Ou seja, é uma forte ferramenta para agregar valor a um produto ou serviço oferecido por uma organização.


Atualmente, a maior importância da Logística é a de gerenciar as operações que existem desde a produção até a venda, tendo como maior foco a redução de custos e a disponibilização e o gerenciamento de informações, estas informações seja para uso da empresa ou do cliente. E, operacionalmente, o mais importante é entregar o produto/serviço no menor prazo possível, no local pedido e da forma solicitada.






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4 de nov. de 2011

A Pele Que Habito, novo filme de Pedro Almodóvar



A Pele que Habito, o novo trabalho do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, estréia nesta sexta, 4 de Novembro de 2011. É a história de um cirurgião plástico que deseja se vingar dos homens que violentaram sua filha. Questões éticas em relação à ciência (a clonagem humana), a medicina (a cirurgia plástica) e religião cristã se mesclam em uma trama policialesca em cuja discussão está um personagem de ascendência brasileira, Robert Ledgard (Antonio Banderas), um cirurgião plástico famoso amargurado com a perda repentina da mulher e da filha em circunstância trágica em um acidente de carro. Desde então, ao longo de 12 anos, tem se empenhado em criar uma pele sintética que possa substituir a humana em pessoas atingidas por qualquer tipo de violência.

Pedro Almodóvar


Ficha Técnica:

Diretor: Pedro Almodóvar
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet, Roberto Álamo, Blanca Suárez, Eduard Fernández, José Luis Gómez, Bárbara Lennie, Susi Sánchez
Sinopse: Richard Ledgard (Antonio Bandeiras) é um cirurgião plástico que, após a morte da sua mulher num acidente de carro, se interessa pela criação de uma pele com a qual poderia tê-la salvo. Doze anos depois, ele consegue cultivar esta pele em laboratório, aproveitando os avanços da ciência e atravessando campos proibidos como os da transgênese com seres humanos. No entanto, este não será o único delito que o cirurgião irá cometer.

Confira a programação dos cinemas: Filmes em Cartaz





2 de nov. de 2011

Uso da Tecnologia em Sala de Aula e a Educação como uma Mercadoria

A Educação virou mercadoria, muitos colégios agora são empresas que vendem um produto que eles intitulam de "educação". Perderam a essência da Educação. Em maioria estas instituições nem educam mais, apenas treinam seus clientes/alunos para passarem em provas. Estão preocupados apenas com dados, com estatísticas para exibirem em suas campanhas publicitárias para conseguir novos alunos. Campanhas estas, como sabemos, muitas vezes bem acirradas entre os grandes colégios.
Sala de Aula
Em um colégio é tablet, outro agora anuncia que utilizará lousa digital. E um terceiro, tempos atrás, implantou a mesa educacional eletrônica. Em tempos como estes, gostaria apenas de ver uma propaganda de um colégio que anunciasse que ensinaria a manusear livros de papel, a ler, a escrever, a pensar e que formaria cidadãos humanos e sociais.

Na Era da Informação uma parcela significativa das pessoas não está sabendo mais ler e nem escrever, apesar de ter frequentando à escola. E quanto menos sabe digitar. É recorrente vermos em redações de vestibulares ou de empregos candidatos escrevendo coisas absurdas como "naum" no lugar de "não", entre tantos outros exemplos. E o mercado de trabalho e o acadêmico não perdoam e reprovam. E muito!

A questão é usar a tecnologia como meio para Educar e não apenas como meio para atrair clientes para instituições de educação. A tecnologia, apesar de ter pontos negativos, tem democratizado e muito nosso mundo. Tem permitido um maior acesso às informações, maior poder de participação da população nos campos sociais, políticos e econômicos. Contribui também, pelo formato EAD, para um maior acesso a formação educacional e profissional das populações, em especial daquelas de cidades distantes dos grandes centros urbanos.


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