28 de abr. de 2010
Ao Rei Tudo, Menos a Honra - Por Ciro Gomes
Não é hora mais, entretanto, de repetir os argumentos claros e já tão repetidos e até óbvios. É hora de aceitar a decisão da direção partidária. É hora de controlar a tristeza de ver assim interrompida uma vida pública de mais de 30 anos dedicada ao Brasil e aos brasileiros e concentrar-me no que importa: o futuro de nosso País!
Quero agradecer, muito comovido, a todos os que me estimularam, me apoiaram, me ajudaram, nesta caminhada da qual muito me orgulho.
Quero afirmar que uma democracia não se faz com donos da verdade e que, se minhas verdades não encontram eco na maioria da direção partidária, é preciso respeitar e submeter-se à decisão. É assim que se deve proceder mesmo que os processos sejam meio tortuosos, às vezes.
É o que farei.
Deixo claro: acato a decisão da direção do partido. Respeitarei as diretrizes que, desta decisão em diante, devem ser tomadas em relação ao nosso posicionamento na conjuntura política brasileira .
Meu entusiasmo, e o nível de meu modesto engajamento, entretanto, compreendam-me, por favor, meus companheiros, irão depender do encaminhamento, pelo partido, de minhas preocupações com o Brasil, com nossa falta de um projeto estratégico de futuro, com a deterioração ética generalizada de nossa prática política, com a potencial e precoce esclerose de nossa democracia.
Agradeço novamente aos companheiros de partido pelo apoio que sempre me deram. Faço também um agradecimento especial ao povo cearense pelo apoio de todas as horas; mas minha lembrança mais grata vai para o simpatizante anônimo, para o brasileiro humilde, para a mulher trabalhadora, para os jovens, em nome de quem renovo meu compromisso de seguir lutando!
Por Ciro Gomes em www.cirogomes.com - 28/04/10.
2 de abr. de 2010
A Popularidade Governa
Nunca me importei muito com os quem governaram, sempre excedi minha atenção com os governados. É mais um erro condenar o comando político de um país pelas circunstâncias a que este está submerso, porém maior erro é desprovê-lo de responsabilidade. A democracia brasileira (não gosto destas duas palavras juntas) é jovem, porém sem nenhuma jovialidade. São políticos velhos – sem relação à idade – que estão comandando a nação tupiniquim. A cada dois anos o joguinho de escolha se repete. Não deveríamos gostar de jogos. Não sabemos jogar. Nem acompanhamos o resultado.
Tudo o que não era para ser normal virou comum. Os escândalos de corrupção não escandalizam mais ninguém, ao contrário está entretendo. Nem lembro bem qual foi o último escândalo – faz 30 minutos que não olho um site de notícias. E importa sabermos quais são os peculatos mais recentes? Muitas personalidades envolvidas negativamente acabam é conseguindo fama e divulgação grátis. Tanto que em eleições futuras acabam sendo eleitos/reeleitos. Nem as eleições os punem. Somos muitos injustos.
Engraçado este populismo atual do Lula. Brava para todos que não foi ele, que não fez nada, que não sabia... No mínimo um presidente inerte e desinformado. Mas o Lula é adorado, quase uma figura mística para boa parte da população brasileira. Ele possui seus méritos, porém mais visíveis antes de tornar-se Presidente. Fez um bom governo (me desculpe pelo exacerbado exagero – porém pelo histórico de presidentes é um dos melhores, ao menos provocou menos males), foi ajudado de uma bela forma pelos bons ares que ronda a economia Brasileira e a consequente atenção do mundo conosco.
É democracia um presidente usar de seu populismo para impor sem digestão uma candidata a todo um país? Consigo reconhecer a legitimidade da eleição do Presidente Lula, apesar de não identificar bem seus méritos posteriores a isto. Mas não há como reconhecer legitimidade na possível vitória da candidata Dilma se ela continuar com esta postura e dependência exagerada do lulismo.
Não faltam bons candidatos, faltam bons eleitores. Sei que o inverso soaria melhor a quem me ler.
21 de mar. de 2010
Globalização e Globalizados
6 de mar. de 2010
Rituais de Iniciação Macabros
Santo país da impunidade. Nada contra os santos. “Os jovens são o futuro do país”, “O Brasil é o país do futuro”... Frase estas bastante blasfemadas, no mínimo por indivíduos que não sabem bem conviver com a realidade ou sempre estão fugindo dela. O futuro é apenas o segundo posterior ao atual. É uma falha grave delegar a responsabilidade pela boa manutenção de nossa sociedade a uma geração que ainda estar por vim ou a se formar.
A vida realmente é composta por fases. Fases não bem definidas. E não adianta tentar defini-las, elas são circunstanciais, progressivas e sem nenhuma relação matemática lógica. Comemorar fisicamente a passagem de fases é retardar crescimento e errar; nunca sabemos quando realmente estamos sendo promovidos nas etapas da vida. De início não.
Jovens estudantes. Velhas mentes. Tristes mentes. A formação educacional é crucial para um indivíduo, porém o ensino superior no Brasil é preconceituoso, burguês e inacessível aos que mais necessitam de formação. Decepciono-me muito com o que tenho visto no meio acadêmico nestes dois últimos anos: universitários arrogantes, muito teóricos (mas sem capacidade de desenvolver teorias), sem objetivos/idéias claras, sem autonomia de conhecimento, com mentes muito limitadas (alguns chegam a pensar que o mundo é apenas o seu curso, o meio acadêmico e sua vida), desprovidos de experiência por vontade própria (desconsideram as duas melhores universidades: A Vida e O Mercado). Jovens aprendizes que não querem aprender.
Lamentável também a formação social/cultural que possuem e estão deixando clara para toda a sociedade. Os tristes trotes universitários. Violência, arrogância, humilhação, imposições e maus tratos são a recepção dos veteranos para com os calouros. O mercado está com tendência para rejeitar pessoas com este perfil. Estes universitários estão seguindo o inverso do que o mercado de trabalho almeja tanto em questão de formação como em comportamento. E as empresas realmente investigam com afinco toda a vida de um candidato. O conhecimento não é mais o fator decisivo na hora de uma entrevista. As grandes e médias empresas (e logo as demais) buscam candidatos que possuam iniciativa, capacidade de desenvolver conhecimento, liderança, visão sistêmica, conhecimentos versáteis e disposição para está sempre em processo de aprendizagem. A questão comportamental agora é decisiva. O conhecimento se constrói, é mutável, ágil e continuo.
3 de mar. de 2010
Brasil: Uma República das Bananas ou dos Bananas?
Por Maciel Junior
Que o Brasil está desmoralizado social, ética e politicamente é arcaísmo. A novidade é que realmente acomodamos nossos traseiros em nossos sofás, assim como já disse o Presidente Lula, que ainda persiste em brincar de casinha - utilizando o Brasil para isso. A rotatividade e os escândalos que circundam as altas instituições públicas é um ultraje aos brasileiros. Suas Excelências continuam a insistirem em suas respectivas inocências, estas que serão apenas frutos de suas imaginações? Quiçá utópicas! Antes o crescimento do Brasil era retardado pela corrupção, hoje, é retardado pelas investigações de corrupção que, em sua maioria, são meras encenações que terminam em pizza, em cerveja, em dança de alguma deputada infame ou em mais corrupção. Vivemos no caos, a falta de ética afeta a política, as igrejas, as instituições privadas e as estatais. Os políticos nada fazem, nada mesmo, nem algo que mereça um aplauso sonolento de seus eleitores. A verdade é que por trás desses políticos há seres mais nefastos ainda e são eles quem realmente governam o país, começam patrocinando a campanha dos políticos e em seguida são os políticos que patrocinam os atos ilícitos de seus mecenas. Enquanto esses medíocres nos governam, afundamos como um país emergente, em breve, o Brasil poderá tornar-se apenas um produtor de bananas com a possível efetivação de algum bobo tratado de livre comércio entre os países da América, fato este que o marginalizaria drasticamente. E, nós continuamos com nossos traseiros reconfortados em nossos sofás, assistimos de forma passiva nossa História, recusamos todos os papéis de atuação que nos são ofertados, mas ainda há tempo, pois, as cortinas do espetáculo ainda não se fecharam. Renúncia já para todos os políticos que nos embebedam e nos divertem com circo, enquanto nos matam de fome – fome de alimento, de cultura, de saúde, de lazer, de dignidade, de segurança...! Renúncia para todos os candidatos a políticos que falam e que só falarão, se eleitos! Renúncia para todos os estereótipos! Glórias para os novos, glória para as novas idéias, glória para os que fazem. Glória para os eleitores e não para os eleitos.